sábado, 22 de março de 2014

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITO DA ÁGUA

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU(Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.
No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento:
 a “Declaração Universal dos Direitos da Água”.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

10 SUGESTÕES PARA PROTEGER AS CRIANÇAS NA INTERNET

1 – Instale o PC num lugar onde ele esteja sempre à vista.
Evite colocar o PC no quarto das crianças, porque isto lhes permitirá ocultar suas atividades na Internet. Prefira um lugar central, como uma sala ou um quarto onde você possa entrar a qualquer momento.
2 – Tenha um antivírus atualizado.
Nenhum computador está livre de um ataque de pragas informáticas e, por isto, um bom antivírus é indispensável. Para instalar um antivírus gratuito, vá ao site da Grisoft e clique no link “Download AVG Free 8.0 (AVG server)”. Salve o arquivo e instale-o sempre clicando em Next. A cada vez que ligar seu computador e se conectar à Internet, o AVG antivírus será atualizado de forma automática. Você pode também optar por outros bons antivírus, como o Avast!, o Kaspersky ou o Avira, por exemplo.
3 – Controle o que seus filhos fazem na Internet.
Vá até http://fss.live.com, que abrirá o site Family Safety (Proteção para a família), do Windows Live. Clique no botão Iniciar e, a seguir, digite seus dados da conta Windows Live ID (como o correio Hotmail). Escolha a primeira opção e siga as instruções para avançar. Se você não tiver um Windows Live Id pode criar um clicando neste link. Você deverá baixar um programa que lhe permitirá, entre outras coisas, filtrar sites que você não quer que seu filho acesse, bem como monitorar suas atividades em chats, blogs e correio eletrônico. Por sua vez, as crianças terão acesso ao conteúdo dos sites de acordo com as características do perfil que você determina. Além disso, você poderá estar a par desta informação a partir de qualquer PC que esteja conectado à Internet.
4 – Mantenha longe os sites nocivos.
Com um programa gratuito como o K9 você poderá filtrar a informação que entra no PC por meio das 60 categorias nas quais tem conteúdo classificado. Acesse o endereço www.k9webprotection.com e, à direita, clique no botão “Download K9 today”. Isso o levará a uma página na qual você deverá criar uma conta para poder baixar o programa e para que, posteriormente, lhe enviem, por e-mail, uma chave para habilitar a aplicação. O K9 é atualizado o tempo todo, limitando o acesso a sites proibidos.
5 – Ensine-lhes a cultura de Internet.
As crianças devem saber como proteger seus dados pessoais, os da sua família e dos amigos. Ensine-lhes precauções como usar senhas seguras, não compartilhar com estranhos chaves ou dados pessoais (por exemplo, idade, sexo, gostos, rotinas, nome do colégio, endereço da casa etc.), nunca enviar fotos ou vídeos a desconhecidos e utilizar termos adequados em salas de bate-papo.
6 – Evite que seus filhos preencham formulários na Internet.
Os delinquentes informáticos podem criar formulários para que crianças desprevenidas preencham com seus dados. Se seus filhos quiserem preencher qualquer formulário, explique que é melhor que peçam a ajuda de um adulto, para verificar a qualidade do site. Explique claramente o porquê desta providência.
7 – Limite o tempo de uso do computador.
No sistema operacional Windows Vista, por exemplo, você poderá determinar as horas do dia nas quais os seus filhos podem usar o computador e bloquear o restante. No Painel de Controle, selecione “Contas de usuário” e clique em “Configurar Controle dos Pais”. Será solicitada uma senha de administrador, escolha uma e escreva-a. Depois, clique na conta para a qual deseja estabelecer limites de tempo. Em “Controle dos Pais” clique em Ativado e depois em “Limites de tempo”. Escolha então as horas nas quais você permitirá o uso do computador. Em outros sistemas operacionais, os procedimentos são semelhantes. Se tiver dúvidas, peça a ajuda de um técnico.
8 – Crie padrões para o uso da rede.
Estabeleça com seus filhos um acordo para o uso da Internet, o qual fixe direitos e deveres que eles deverão cumprir. No acordo, inclua orientações sobre os locais aos quais eles têm acesso, o que podem fazer neles, quanto tempo estarão conectados, o que fazer se acontecer algo que os incomode e como se comportar de forma ética e responsável em locais dos quais podem participar.
9 – Supervisione as atividades dos seus filhos na rede.
É bom fazer sempre uma revisão dos sites que ele visitou e as conversas que teve em programas de mensagem instantânea. Para ver os locais visitados, no navegador da Internet consulte a opção Histórico, que mostra uma listagem das páginas visitadas nas últimas semanas (isto se não tiverem sido apagadas pelo usuário). Para que as conversas do Messenger fiquem armazenadas, no programa vá ao menu Ferramentas e Opções. Na aba Mensagens, sobre o título “Histórico de mensagens”, ative a caixa de opção “Manter um histórico de minhas conversas automaticamente”.
10 – Navegue com seus filhos.
Navegando juntamente com seus filhos, você poderá lhes mostrar os conteúdos que são apropriados de acordo com sua idade e como eles podem tirar proveito deles, seja para trabalhos escolares, para conhecimento próprio ou simplesmente para brincar. E, sobretudo, explique que a Internet é a extensão da rua onde eles moram para que, diferente de muitos usuários atuais, eles se comportem de maneira educada e respeitosa.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

AS ORIGENS DO CARNAVAL



Ao pensarmos sobre o Carnaval, temos o hábito de considerá-lo como uma típica festa brasileira. A presença dessa festividade em nossa cultura é tão grande que muitos chegam a afirmar que o ano começa depois do Carnaval. No exterior, essa mesma festa se transformou em um dos grandes referenciais da cultura brasileira. No imaginário de muitos estrangeiros “carnaval” está entre as três primeiras palavras quando o assunto é Brasil. 
No entanto, podemos afirmar que o carnaval não é uma festa brasileira. Remontando pesquisas históricas que chegam até a Antiguidade Clássica, temos informações que os festejos de carnaval passaram por muitas transformações e se fez presente em diferentes culturas do mundo. Até chegarmos ao Carnaval dos padrões hoje conhecidos, diferentes tipos de festa ocorreram com o mesmo nome. 
O carnaval é originário da Roma Antiga e, incorporado pelas tradições do cristianismo, passou a marcar um período de festividades que aconteciam entre o Dia de Reis e a quarta-feira anterior à Quaresma. Em Roma, a Saturnália seria a festa equivalente ao carnaval. Nela um “carro naval” percorria as ruas da cidade enquanto pessoas vestidas com máscaras realizavam jogos e brincadeiras. 
Segundo outra corrente, o termo “carnaval” significa o “adeus à carne” ou “a carne nada vale” e, por isso mesmo, traz em sua significação a celebração dos prazeres terrenos. Em outras pesquisas, alguns especialistas tentam relacionar as festas carnavalescas com os rituais de adoração aos deuses egípcios Ísis e Osíris. 
Mesmo contado com a resistência de algumas alas mais conservadoras, o Carnaval passou a contar com um período de celebração regular quando, em 1091, a Igreja oficializou a data da Quaresma. Contando com esse referencial, o carnaval começou a ser usualmente comemorado como uma antítese ao comportamento reservado e à reflexão espiritual que marcam a data católica. Assim, a festa carnavalesca passou a ser compreendida como um período onde as obrigações e diferenças do mundo cotidiano fossem anuladas. 
Durante a Idade Moderna, os bailes de máscara, as fantasias e os carros alegóricos foram incorporados à festa. Com o passar do tempo, as características improvisadas e subversivas do Carnaval foram perdendo espaço para eventos com maior organização e espaços reservados à sua prática. Grande parte da inspiração do nosso carnaval contemporâneo foi trazida com a grande influência que a cultura francesa teve no Brasil, principalmente, no século XIX. 
Atualmente, o prestígio alcançado pelos desfiles de carnaval, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a disseminação das chamadas micaretas trouxeram novas transformações ao evento. Alguns críticos chegam a afirmar que o sentido popular da festa perdeu lugar. Apesar dessas mudanças, esse quatro dias do calendário são aguardados com muita expectativa. Seja pela expectativa do festejo, ou pelo descanso. 


Por Rainer Sousa
Mestre em História
www.mundoeducacao.com

MENSAGEM DA SEMANA

O MONGE MORDIDO
     Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora do rio o escorpião o picou. Devido à dor, o monje deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem, pegou um ramo de árvore, voltou outra vez a correr pela margem, entrou no rio, resgatou o escorpião e o salvou. Em seguida, juntou-se aos seus discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
     — Mestre, o Senhor deve estar muito doente! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda: picou a mão que o salvava! Não merecia sua compaixão!
     O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu: — Ele agiu conforme sua natureza e eu de acordo com a minha.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

BULLYING

Olá !
Hoje trouxemos um tema que infelizmente tem se tornado cada vez maior em todo contexto social e  principalmente nas as escolas públicas e privadas . Estamos falando do Bullying. Não podemos fechar os olhos para este problema, devemos buscar soluções para 
combatê-lo.

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
bullying se divide em duas categorias: a) bullyingdireto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullyingentre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullyingque ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

MENSAGEM DA SEMANA

BONS AMIGOS
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Projeto Parlendas 1º Período


Alunos do 2º Ano recebendo cartas de outras crianças.


Jogos Geométricos 2º Ano


Projeto Cultural 2º Periodo - Plantas Medicinais


Projeto Piadas 2º Ano


Educadores em momento de estudo


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

domingo, 9 de fevereiro de 2014

SÉRIE: POETAS BRASILEIROS " MÁRIO QUINTANA"

Ao longo do ano  iremos conhecer  alguns resumos biográficos e  bibliográficos de  poetas brasileiros  . E, para darmos início a série, escolhemos um dos maiores poetas brasileiros: Mário Quintana.

“Amar: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer... E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....O amor é quando a gente mora um no outro.”

 Mario de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, quarto filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico, e de D. Virgínia de Miranda Quintana. Com 7 anos, auxiliado pelos pais, aprende a ler tendo como cartilha o jornal Correio do Povo. Seus pais ensinam-lhe, também, rudimentos de francês.  No  ano de 1914 inicia seus estudos na Escola Elementar Mista de Dona Mimi Contino. Em 1915, ainda em Alegrete, freqüentou a escola do mestre português Antônio Cabral Beirão, onde conclui o curso primário. Nessa época trabalhou na farmácia da família. Foi matriculado no Colégio Militar de Porto Alegre, em regime de internato, no ano de 1919. Começa a produzir seus primeiros trabalhos, que são publicados na revista Hyloea, órgão da Sociedade Cívica e Literária dos alunos do Colégio. Por motivos de saúde, em 1924 deixa o Colégio Militar. Emprega-se na Livraria do Globo, onde trabalha por três meses com Mansueto Bernardi. A Livraria era uma editora de renome nacional. No ano seguinte, 1925, retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de seu pai. No ano seguinte sua mãe falece. Seu conto, A Sétima Personagem, é premiado em concurso promovido pelo jornal Diário de Notícias, de Porto Alegre. O pai de Quintana falece em 1927. A revista Para Todos, do Rio de Janeiro, publica um poema de sua autoria, por iniciativa do cronista Álvaro Moreyra,diretor da citada publicação. Em 1929, começa a trabalhar na redação do diário O Estado do Rio Grande,que era dirigida por Raul Pilla. No ano seguinte a Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus poemas. Vem, em 1930, por seis meses, para o Rio de Janeiro, entusiasmado com a revolução liderada por Getúlio Vargas, também gaúcho, como voluntário do Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Volta a Porto Alegre, em 1931, e à redação de O Estado do Rio Grande.
Preso à sua querida Porto Alegre, mesmo assim Quintana fez excelentes amigos entre os grandes intelectuais da época. Seus trabalhos eram elogiados por Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto, além de Manuel Bandeira. O fato de não ter ocupado uma vaga na Academia Brasileira de Letras só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo. Perdida a terceira indicação para aquele sodalício, compôs o conhecido:
Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
 
(Prosa e Verso, 1978)
Obras
·         A Rua dos Cataventos - Porto Alegre, Editora do Globo, 1940
·         Canções - Porto Alegre, Editora do Globo, 1946
·         Sapato Florido - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
·         O Aprendiz de Feiticeiro - Porto Alegre, Editora Fronteira, 1950
·         Espelho Mágico - Porto Alegre, Editora do Globo, 1951
·         Inéditos e Esparsos - Alegrete, Cadernos do Extremo Sul, 1953
·         Poesias - Porto Alegre, Editora do Globo, 1962
·         Caderno H - Porto Alegre, Editora do Globo, 1973
·         Apontamentos de História Sobrenatural - Porto Alegre, Editora do Globo / Instituto Estadual do Livro, 1976
·         Quintanares- Porto Alegre, Editora do Globo, 1976
·         A Vaca e o Hipogrifo - Porto Alegre, Garatuja, 1977
·         Esconderijos do Tempo - Porto Alegre, L&PM, 1980
·         Baú de Espantos - Porto Alegre - Editora do Globo, 1986
·         Preparativos de Viagem - Rio de Janeiro - Editora Globo, 1987
·         Da Preguiça como Método de Trabalho - Rio de Janeiro, Editora Globo, 1987
·         Porta Giratória - São Paulo, Editora Globo, 1988
·         A Cor do Invisível - São Paulo, Editora Globo, 1989
·         Velório Sem Defunto - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1990
·         Água - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 2011

Livros infantis
·         O Batalhão das Letras - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
·         Pé de Pilão - Petrópolis, Editora Vozes, 1968
·         Lili inventa o Mundo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1983
·         Nariz de Vidro - São Paulo, Editora Moderna, 1984
·         O Sapo Amarelo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1984
·         Sapato Furado - São Paulo, FTD Editora, 1994

Antologias
·         Nova Antologia Poética - Rio de Janeiro, Ed. do Autor, 1966
·         Prosa & Verso - Porto Alegre, Editora do Globo, 1978
·         Chew me up Slowly (Caderno H) - Porto Alegre, Editora do Globo / Riocell, 1978
·         Na Volta da Esquina - Porto Alegre, L&PM, 1979
·         Objetos Perdidos y Otros Poemas - Buenos Aires, Calicanto, 1979
·         Nova Antologia Poética - Rio de Janeiro, Codecri, 1981
·         Literatura Comentada - Editora Abril, Seleção e Organização Regina Zilberman, 1982
·         Os Melhores Poemas de Mario Quintana (seleção e introdução de Fausto Cunha)- São Paulo, Editora Global, 1983
·         Primavera Cruza o Rio - Porto Alegre, Editora do Globo, 1985
·         80 anos de Poesia - São Paulo, Editora Globo, 1986
·         Trinta Poemas - Porto Alegre, Coordenação do Livro e Literatura da SMC, 1990
·         Ora Bolas - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1994
·         Antologia Poética - Porto Alegre, L&PM, 1997
·         Mario Quintana, Poesia Completa - Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2005


http://www.releituras.com/mquintana_bio.asp
http://pt.wikipedia.org/Mario_Quintana

AS ORIGENS DA CRUZ VERMELHA

Do ponto de vista histórico, observamos que o desenvolvimento de tecnologias foi grande responsável por conquistas que facilitaram o cotidiano do homem. Em contrapartida, vemos que nesse mesmo processo de desenvolvimento tecnológico o homem também foi capaz de desenvolver armas com um poder de destruição cada vez maior. A partir do século XVIII, notamos que os exércitos e o conflito entre nações exterminavam milhares de indivíduos em um tempo cada vez menor.  Por volta de 1858, a Itália foi alvo de vários conflitos que marcaram o processo de unificação daquele país. Na época, tropas italianas e francesas, lideradas por Napoleão III, se uniam com o objetivo de derrotar as forças austríacas que dominavam o reino de Piemonte. Nos fins de junho daquele mesmo ano, a Batalha de Solferino havia deixado um terrível saldo de cinco mil soldados mortos. Além disso, mais de quarenta mil feridos estavam abandonados à própria sorte. Em visita ao local, o comerciante e diplomata suíço Henry Dunant ficou estarrecido com o resultado desolador daquela sangrenta batalha. Buscando resolver o problema, ele mobilizou um grupo de voluntários incumbidos de ajudar as vítimas de ambos os lados do conflito. Ignorando a cegueira do espírito nacionalista, ele levantou recursos e esforços para salvar milhares de vidas que sofreram na guerra. Depois disso, esse problema continuou a perturbar Dunant.  No ano de 1862, de volta à sua cidade natal, Genebra, Henry Dunant publicou a obra “Lembrança de Solferino”. Naquelas páginas ele narrou os horrores e as incríveis experiências de salvamento vividas na Itália. Além disso, também registrou a necessidade de se criar um grande comitê de voluntários que socorresse as pessoas feridas em guerra e a realização de um grande acordo internacional capaz de reconhecer a ação humanitária desses mesmos comitês. Em 1863, a divulgação do livro atraiu outras pessoas para a mesma causa. Naquele mesmo ano, outras importantes personalidades políticas da Suíça se uniram a Dunant e criaram o Comitê Internacional de Socorro a Feridos, composto inicialmente por apenas dezesseis países. Já na sua primeira convenção, os participantes entraram em acordo para a instituição do Comitê Internacional da Cruz Vermelha. O símbolo da cruz teria a função de destacar este “exército de salvação” dos exércitos em guerra. Com o passar do tempo, o desenvolvimento de outros grandes conflitos, incluindo aí as duas Guerras Mundiais, fez com que a Cruz Vermelha ganhasse um prestígio cada vez maior. Já no ano de 1901, Henry Dunant teve seu trabalho reconhecido ao receber o Prêmio Nobel da Paz. Não se limitando ao ocidente as funções exercidas pela Cruz Vermelha, deram origem ao Crescente Vermelho, uma variação islâmica da entidade. Além de ser reconhecida pelos serviços prestados voluntariamente, a Cruz Vermelha também foi um espaço de grande importância para se pensar os princípios éticos dos conflitos militares. Ao longo do século XX, diversas convenções internacionais discutiram e oficializaram convenções que tratavam a respeito do tratamento reservado aos civis e militares envolvidos em situação de guerra. Atualmente, cerca de 180 diferentes entidades representam ou trabalham em parceria com a Cruz Vermelha.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/curiosidades

PARTICULARIDADES BRASILEIRAS NA COPA DO MUNDO

A Fifa (Federação Internacional de Futebol) surgiu com 8 países afiliados – Suécia, Espanha, Suíça, Holanda, Dinamarca, Alemanha, Bélgica e França. Atualmente, são 207 membros espalhados pelos cinco continentes. A primeira Copa do Mundo foi organizada em 1930 e contava com apenas 13 países participantes. Porém, o Brasil já se encontrava entre eles. Aliás, o Brasil é o único país que participou de todas as Copas do Mundo já organizadas: é o único país com essa marca. Outra marca que só o Brasil tem nas Copas é o pentacampeonato, conquistado nos anos de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Os outros países com mais títulos ganhos no campeonato são a Itália, quatro vezes campeã, a Alemanha, três vezes, a Argentina e o Uruguai, duas vezes, e a Inglaterra e a França, conquistaram o título apenas uma vez. Ou seja, o Brasil tem um lugar bastante significativo na Copa do Mundo, haja vista que de um campeonato que ocorreu 18 vezes, apenas sete países foram campeões e, dentre eles, o Brasil foi o único a ganhar cinco vezes. Dentre todas as glórias do Brasil, há um ponto decepcionante na história das Copas do Mundo que é difícil de engolirmos até hoje: perder o campeonato em pleno Maracanã. O Brasil sediou a Copa do Mundo em 1950 e chegou até a etapa final, enfrentando o Uruguai, na disputa pela taça. Esse é um dia que quem viveu, diz que não consegue esquecer. Nós, que não vivemos, temos a transcrição da gravação para entendermos melhor o momento do desempate uruguaio, naquele dia 16 de julho de 1950:

“Cobrou agora Juvenal. Direto sobre a área. Salta Chico. Não alcança a bola. Mas ficou no campo contrário (torcida forte). Cruzou à boca da meta! Aliviou Gambetta! Vem para Bauer. Bauer aparou o couro no peito. Tentou passar por um contrário. Atrasou para Jair. Jair então infiltra-se. Empurrou o couro. Defendeu Tejera. Voltou para Danilo. Danilo perdeu para Júlio Perez, que entregou imediatamente na direção de Miguez. Miguez devolveu a Júlio Perez que está lutando contra Jair, ainda dentro do campo uruguaio. Deu para Ghiggia. Ghiggia devolveu a Júlio Perez (torcida), que dá em profundidade para o ponteiro direito. Corre Ghiggia! Aproxima-se do gol do Brasil e atira! (torcida). Gol! Gol do Uruguai! Ghiggia! Segundo gol do Uruguai. Dois a um, ganha o Uruguai (...).”

Esse trecho, retirado da transcrição de Paulo Perdigão, está no livro de Witter “Breve história sobre o futebol brasileiro”. A narração do momento, ali descrita, revela não apenas o lance em si, mas também mostra os momentos em que a torcida reagia aos passes em campo. Mas este é apenas o momento trágico do futebol brasileiro. Existem muitos outros momentos bonitos e vitoriosos. A Copa de 1958, não apenas foi conquistada pelo Brasil, como também revelou ao mundo um time brilhante, com todo o destaque para Pelé e Garrincha. Garrincha continuou ganhando as atenções na Copa de 1962, no Chile, já Pelé se machucou no início do torneio. Mas foi na Copa de 1970 que o Brasil realmente se destacou, liderada por Zagallo. A seleção era composta por Félix, Britto, Piazza, Carlos Alberto, Clodoaldo, Marco Antônio, Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé, Rivellino, Ado, Roberto, Baldocchi, Fontana, Everaldo, Joel, Paulo César Caju, Edu, Dadá Maravilha, Zé Maria e Leão. Dos seis jogos disputados, o Brasil ganhou os seis. O jogo da final foi contra a Itália, com o placar de 
4 X 1. Esse time tornou-se o melhor time “de todos os tempos”: ficou para a história. Os outros dois títulos foram ganhos em 1994, nos EUA, e em 2002, na Coreia do Sul e Japão. O resultado é que ainda hoje escutamos de nossos pais, tios e avôs, algumas histórias sobre lances bonitos que aconteceram durante as Copas. E, se por um lado, temos um momento que queremos esquecer, temos muitos outros que fazemos questão de lembrar.

Por Paula Rondinelli
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP
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A AUSÊNCIA DO ZERO NO SISTEMA DE NUMERAÇÃO DOS ROMANOS


Os números criados pelos romanos foram relacionados a letras, diferente de outros povos que criaram símbolos na representação numérica de algarismos. Os números romanos utilizavam as letras I, V, X, L, C, D, M na representação dos seguintes valores: 1, 5, 10, 50, 100, 500, 1000 respectivamente. O interessante desse sistema de numeração é a ausência de uma letra relacionada ao número zero. Mas ao criar esse sistema de numeração, os romanos não estavam interessados na realização de cálculos. Eles simplesmente queriam números representativos para a determinação de quantidades, como contar objetos, animais, armas e etc. A representação numérica adotada pelos romanos foi durante muitos séculos a mais utilizada por toda a Europa. Com o desenvolvimento da expansão comercial, a utilização de cálculos matemáticos tornou-se uma questão primordial. Foi nesse momento que os números romanos foram questionados em razão da ausência do zero e da representação de valores por letras. Essas características principais do sistema de numeração dos romanos dificultavam o desenvolvimento de técnicas matemáticas eficazes. Alguns estudiosos romanos tentaram relacionar o sistema numérico com a utilização do ábaco, mas os meios operantes requisitavam conhecimentos complexos. O algarismo zero, ausente no sistema de numeração dos romanos, fora descoberto pelo povo hindu, bem como um novo sistema de numeração semelhante ao utilizado atualmente. Esse sistema consistia em uma base decimal (dez algarismos) que ordenados entre si formavam e representavam qualquer número. O sistema criado pelos hindus fora divulgado por toda a Europa pelos árabes, passando a ser conhecido como sistema de numeração indo-arábico. Esses números contribuíram de forma incessante na modernização dos cálculos matemáticos, em razão de sua praticidade simbólica e representação de quantidades. Atualmente, os números romanos são utilizados na representação de nomes de papas e reis, de séculos, nomes de ruas, marcações de relógios, capítulos de livros etc.

Por  Marcos Noé
Graduado em Matemática
Equipe Brasil Escola

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ANO BISSEXTO

O Ano bissexto é o ano que possui um dia a mais no calendário em relação aos 365 dias convencionais.

 Para entender o que é o ano bissexto é preciso voltar ao tempo dos egípcios, aproximadamente há 2.000 anos, e a história se faz um pouco confusa.
Naquele tempo, acreditava-se que o movimento de translação durava 365 dias. Por isso, o calendário era dividido em 12 meses com 30 dias cada, adicionando 5 dias para se completar os 365. Entretanto, o tempo que a Terra gasta para dar uma volta completa em torno do sol é de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 46 segundos, aproximadamente. Os egípcios foram perceber tal fato depois de certo tempo, porque isso alterou a época de plantação e colheita das lavouras, colocando em risco sua sobrevivência. Dessa maneira, com novos cálculos, viram que o ano durava 365,25 dias, ou 365 dias e 6 horas. Logo, 24 horas (um dia) dividido por 6 horas é igual a 4.  Portanto, a cada 4 anos acrescentar-se-ia um dia ao calendário, o conhecido Calendário Alexandrino.
Mas, por que o nome “Bissexto” e um dia a mais no mês de fevereiro?
No Império Romano, o calendário era baseado nas fases da Lua, o chamado Ano Lunar. Assim, o ano durava 304 dias divididos em 10 meses, sendo 6 meses com 31 dias e o restante com 30. O ano começava no mês de Março, não existindo, portanto, os meses de Janeiro e Fevereiro. Com Júlio Cesar no poder, passaram a adotar o ano solar como calendário oficial, semelhante ao Calendário Alexandrino. Foi a partir desse momento que os meses de janeiro e fevereiro passaram a existir, inaugurando o Calendário Juliano. Assim, também havia a necessidade de o calendário, a cada 4 anos, ter 366 dias. O primeiro dia do mês, no Império Romano, era chamado de Calendas. Assim, decidiram que no ano em que houvesse a necessidade de acrescentar um dia a mais no calendário, ele seria após o sextus die ante calendas Martias. Ou seja, haveria dois sextos dias antes do primeiro dia de Março, isto porque se teria o sextus die e o bis-sextus die. Logo, o mês anterior era Fevereiro.
Se compararmos ao calendário atual, o sexto dia antes de Calendas de Março é o dia 24 de Fevereiro. Portanto, a ideia do ano bissexto é de que haveria duas vezes o dia 24 de Fevereiro.
Além disso, existiram mais duas justificas para se escolher o mês de fevereiro: 1) por ser o último mês do Calendário Juliano. 2) Antes, havia “perdido” um dia, realocado no mês de Julius (atual Julho), em homenagem ao Imperador Júlio Cesar. Como saber se um ano será bissexto?
O ano será bissexto quando ele for divisível por 4. O ano de 2012, por exemplo, é divisível por 4. Logo, é bissexto. Porém, quando for um ano centenário (ano 1900, por exemplo) essa regra não é válida. Aqui temos mais uma exceção: quando o ano centenário for divisível por 400, ele, contudo, também será bissexto.

Por Régis Rodrigues
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola 
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Como surgiu a expressão : " A preço de Banana"

Quando falamos sobre comida, nem sempre imaginamos a dimensão histórica e cultural que um simples fruto pode ter. No caso da banana, o uso e o fácil acesso a esse gênero alimentício se mostram como uma das mais típicas características da economia natural e agroexportadora do continente americano. No século XX, vários países da América Central ficaram conhecidos como sendo parte integrante da chamada “República das Bananas”.Essa relação entre a banana e o continente americano, na verdade, é bastante antiga. Ao chegarem ao Novo Mundo, os colonizadores europeus logo perceberam que as bananeiras abundavam em nossas terras. O clima quente e úmido fazia com que o fruto estivesse sempre disponível, sem que fosse necessário um planejamento rigoroso ou o emprego de técnicas agrícolas mais elaboradas. Ainda hoje, ela serve como base alimentar de muitas famílias habitantes de países americanos mais pobres.Seguindo a lógica de exploração do sistema mercantilista, os comerciantes do Velho Mundo tinham pouco interesse em explorar comercialmente uma riqueza de tão fácil obtenção. O grande lance era investir em gêneros agrícolas que tivessem preços elevados e que, por isso, garantiam uma polpuda margem de lucros à burguesia mercantil europeia. De fato, a pobre banana era o indício cabal de que a antiga lei da oferta e da procura tinha lá suas razões.Com o passar do tempo o preço da banana acabou sendo naturalmente incorporado ao nosso vocabulário financeiro. Toda vez que encontramos um produto “a preço de banana”, temos a certeza que pagaremos bem pouco naquele bem que tanto desejamos. Em tempos de pouca grana, nada melhor que pagar valores módicos que nos lembrem o precinho convidativo de um cacho de bananas!

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
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Você Sabia?

Nariz e orelhas nunca param de crescer

O tecido cartilaginoso, que forma o nariz e as orelhas, não deixa de crescer nem mesmo quando o indivíduo torna-se adulto. Daí porque o nariz e as orelhas de um idoso são maiores do que quando era jovem. A face também encolhe porque os músculos da mastigação se atrofiam com a perda dos dentes.