domingo, 9 de fevereiro de 2014

SÉRIE: POETAS BRASILEIROS " MÁRIO QUINTANA"

Ao longo do ano  iremos conhecer  alguns resumos biográficos e  bibliográficos de  poetas brasileiros  . E, para darmos início a série, escolhemos um dos maiores poetas brasileiros: Mário Quintana.

“Amar: Fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer... E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....O amor é quando a gente mora um no outro.”

 Mario de Miranda Quintana nasceu na cidade de Alegrete (RS), no dia 30 de julho de 1906, quarto filho de Celso de Oliveira Quintana, farmacêutico, e de D. Virgínia de Miranda Quintana. Com 7 anos, auxiliado pelos pais, aprende a ler tendo como cartilha o jornal Correio do Povo. Seus pais ensinam-lhe, também, rudimentos de francês.  No  ano de 1914 inicia seus estudos na Escola Elementar Mista de Dona Mimi Contino. Em 1915, ainda em Alegrete, freqüentou a escola do mestre português Antônio Cabral Beirão, onde conclui o curso primário. Nessa época trabalhou na farmácia da família. Foi matriculado no Colégio Militar de Porto Alegre, em regime de internato, no ano de 1919. Começa a produzir seus primeiros trabalhos, que são publicados na revista Hyloea, órgão da Sociedade Cívica e Literária dos alunos do Colégio. Por motivos de saúde, em 1924 deixa o Colégio Militar. Emprega-se na Livraria do Globo, onde trabalha por três meses com Mansueto Bernardi. A Livraria era uma editora de renome nacional. No ano seguinte, 1925, retorna a Alegrete e passa a trabalhar na farmácia de seu pai. No ano seguinte sua mãe falece. Seu conto, A Sétima Personagem, é premiado em concurso promovido pelo jornal Diário de Notícias, de Porto Alegre. O pai de Quintana falece em 1927. A revista Para Todos, do Rio de Janeiro, publica um poema de sua autoria, por iniciativa do cronista Álvaro Moreyra,diretor da citada publicação. Em 1929, começa a trabalhar na redação do diário O Estado do Rio Grande,que era dirigida por Raul Pilla. No ano seguinte a Revista do Globo e o Correio do Povo publicam seus poemas. Vem, em 1930, por seis meses, para o Rio de Janeiro, entusiasmado com a revolução liderada por Getúlio Vargas, também gaúcho, como voluntário do Sétimo Batalhão de Caçadores de Porto Alegre. Volta a Porto Alegre, em 1931, e à redação de O Estado do Rio Grande.
Preso à sua querida Porto Alegre, mesmo assim Quintana fez excelentes amigos entre os grandes intelectuais da época. Seus trabalhos eram elogiados por Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Cecília Meireles e João Cabral de Melo Neto, além de Manuel Bandeira. O fato de não ter ocupado uma vaga na Academia Brasileira de Letras só fez aguçar seu conhecido humor e sarcasmo. Perdida a terceira indicação para aquele sodalício, compôs o conhecido:
Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
 
(Prosa e Verso, 1978)
Obras
·         A Rua dos Cataventos - Porto Alegre, Editora do Globo, 1940
·         Canções - Porto Alegre, Editora do Globo, 1946
·         Sapato Florido - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
·         O Aprendiz de Feiticeiro - Porto Alegre, Editora Fronteira, 1950
·         Espelho Mágico - Porto Alegre, Editora do Globo, 1951
·         Inéditos e Esparsos - Alegrete, Cadernos do Extremo Sul, 1953
·         Poesias - Porto Alegre, Editora do Globo, 1962
·         Caderno H - Porto Alegre, Editora do Globo, 1973
·         Apontamentos de História Sobrenatural - Porto Alegre, Editora do Globo / Instituto Estadual do Livro, 1976
·         Quintanares- Porto Alegre, Editora do Globo, 1976
·         A Vaca e o Hipogrifo - Porto Alegre, Garatuja, 1977
·         Esconderijos do Tempo - Porto Alegre, L&PM, 1980
·         Baú de Espantos - Porto Alegre - Editora do Globo, 1986
·         Preparativos de Viagem - Rio de Janeiro - Editora Globo, 1987
·         Da Preguiça como Método de Trabalho - Rio de Janeiro, Editora Globo, 1987
·         Porta Giratória - São Paulo, Editora Globo, 1988
·         A Cor do Invisível - São Paulo, Editora Globo, 1989
·         Velório Sem Defunto - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1990
·         Água - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 2011

Livros infantis
·         O Batalhão das Letras - Porto Alegre, Editora do Globo, 1948
·         Pé de Pilão - Petrópolis, Editora Vozes, 1968
·         Lili inventa o Mundo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1983
·         Nariz de Vidro - São Paulo, Editora Moderna, 1984
·         O Sapo Amarelo - Porto Alegre, Mercado Aberto, 1984
·         Sapato Furado - São Paulo, FTD Editora, 1994

Antologias
·         Nova Antologia Poética - Rio de Janeiro, Ed. do Autor, 1966
·         Prosa & Verso - Porto Alegre, Editora do Globo, 1978
·         Chew me up Slowly (Caderno H) - Porto Alegre, Editora do Globo / Riocell, 1978
·         Na Volta da Esquina - Porto Alegre, L&PM, 1979
·         Objetos Perdidos y Otros Poemas - Buenos Aires, Calicanto, 1979
·         Nova Antologia Poética - Rio de Janeiro, Codecri, 1981
·         Literatura Comentada - Editora Abril, Seleção e Organização Regina Zilberman, 1982
·         Os Melhores Poemas de Mario Quintana (seleção e introdução de Fausto Cunha)- São Paulo, Editora Global, 1983
·         Primavera Cruza o Rio - Porto Alegre, Editora do Globo, 1985
·         80 anos de Poesia - São Paulo, Editora Globo, 1986
·         Trinta Poemas - Porto Alegre, Coordenação do Livro e Literatura da SMC, 1990
·         Ora Bolas - Porto Alegre, Artes e Ofícios, 1994
·         Antologia Poética - Porto Alegre, L&PM, 1997
·         Mario Quintana, Poesia Completa - Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 2005


http://www.releituras.com/mquintana_bio.asp
http://pt.wikipedia.org/Mario_Quintana

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